Both events had the participation of ICUSTA’s representative, Father Alejandro Ramos, Vice Rector of Formation at the Universidad FASTA

 

The Universidade São Tomás de Moçambique (USTM) held both the International Conference on Thomistic Philosophy, “Thomism as Philosophy of Life,” and the Institution’s Eighth Graduation Ceremony within framework of celebrations for ICUSTA’s 25 years.

 

On that occasion, the representative of our organization, Father Alejandro Ramos, Vice Rector of Formation at the Universidad FASTA in Mar de Plata, Argentina, gave a lecture at the Conference called “The City of God in Saint Thomas and Today.” He also participated in the graduation ceremony.

 

With respect to which Alejandro Ramos affirmed that “it was a wonderful experience for me because I was able to verify the fruits that can be achieved through the cooperation of universities united in the same spirit by ICUSTA”.

 

Furthermore, he stated that the Rector of the USTM, Joseph Wamala, emphasized to him that his presence there in the activities had a lot to do with the history of the University because “the institution exists thanks to the help it received in a memorandum of support for its creation that was signed in Mar del Plata in 2013. In that way, the University is a direct fruit of ICUSTA, and it is a Catholic African institution that is truly inspired in the humanistic formation that it transmits to its students in the philosophy and theology of Thomas Aquinas”.

 

It should be noted that the International Conference on Thomistic Philosophy had the following presentations: by Dr. Anselmo Orlando Pinto, “Challenges and Perspectives Regarding a Comprehensive and Integrated Formation of the Human Person;” Eugenio Langa, “Family, Nature and Culture;” Francisco Nhampossa, “Ethics and Interculture as Values of Human Dignity;” Dr. Rufino Adriano, “From the Neo Thomism of Leo XIII to the Problems of Bertrand Russell´s Philosophy: A Thomistic Epistemology in Debate”; Fernando Antonio, “Thomistic Ethics as a Proposal for Reflection on Today’s Ecological Problem;” Linda Abdul, “The Production of Scientific Knowledge in Africa: a Reflection from Saint Thomas Aquinas;” Father Guiseppe Meloni, “Experiences and Challenges Facing the Thomistic Charisma in Diverse Contexts;” and Manuel Ferreira, “Saint Thomas Aquinas: Dominican, Missionary and Spiritual Master of His Time.”

 

Meanwhile Joseph Wamala, Rafael Sambo, Carlos Pedro Mondlane, Dr. Silvério Ronguane, Dr. Célio Marrime, José P. Castiano, Manuel Gondola, Sandra Álvaro and Eceu Muianga respectively lectured on: “Human Dignity and Institutional Ethics According to Thomas Aquinas;” “Ethics and Good Governance: a Perspective From Saint Thomas;” “The Ethics of the Public Servant;” “Political Realism in Thomas Aquinas;” “The Law of Author Rights and Related Rights;” “Teacher, Academic, Intellectual: the Ethicities of the University;” “Thomistic Ethics and Education;” “Thomistic Ethics and the Teaching of Civic and Moral Education;” and “The Contribution of Thomistic Thought to School Education in Mozambique.”

 

For its part, the Graduation Ceremony of the USTM, the eighth in its brief but fruitful history, had a high emotional content. In addition to the particular sentiments of the 537 graduates of bachelor and master degrees and their families, the act included two particular tributes: to the Patron and founder of the institution, Cardinal Alexandre dos Santos, and to its historic Rector, Dr. Joseph Wamala. Projected onto the screen in the room were videos of recorded greetings from distinct people, among them the Director of the Fundación Angelicum, Gerardo Rocha Haardt, and the Executive Director of ICUSTA, Mauricio Echeverría.

 

Rector Wamala, in his speech, underscored that “this graduation ceremony is situated in the celebrations of ICUSTA´s 25 years” and that “the Universidade São Tomás de Moçambique was the first on the African continent to integrate this family of institutions of higher education.” He also emphasized that the contribution of this University “for Maputo and for all Mozambique has always been and will be to offer an education based on Christian and humanistic principles following the Thomistic tradition of scientific research, academic excellence, outreach and quality service, that are grounded in ethics and the respect for the dignity of the human person.”

 

During his remarks the guest of honor, Fr. Alejandro Ramos, expressed that “the council of ICUSTA was created to organize the cooperation between the universities… When they work together, they can achieve many great things.” He highlighted, “I like a lot the happiness of this country. You should always have this happiness in your hearts, above all in order to transmit it to others.”

 

The videos of the entire ceremony can be seen here:

Part 1: https://youtu.be/41ZsGi2Y5Wk

Part 2: https://youtu.be/1lsI0Z57BUg

Wednesday, 10 April 2019 00:00

Mia Couto profere aula Magna de Sapiência na USTM

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O General Jacinto Veloso encontrou-se com os estudantes e docentes da USTM para falar da sua recente obra “A Caminho da Paz Definitiva”. O encontro serviu de simbolismo marcante para o arranque das aulas nocturnas na USTM e revisitar a reflexão sobre os contornos da Paz em Moçambique. Conforme refere o autor em nota introdutória, a obra tem como tema central a defesa do interesse nacional, princípio vital para todas as Nações e respectivos Estados, cuja prática cega pode levar O renomado biólogo, jornalista e escritor moçambicano Mia Couto, proferiu, no passado dia 6 de Março de 2019, a aula magna de sapiência na Universidade São Tomás de Moçambique (USTM). A aula teve como tema: Desafios da Pesquisa no Contexto Actual do Ensino Superior em Moçambique.

Estiveram presentes, neste evento, o Presidente do Conselho Superior Universitário – Mestre Venâncio Chirrime, o Chefe do Sector Pedagógico – Prof. Doutor Adelino Chissale, Directores das Faculdades e Chefes de Departamento, para além de representantes das Instituições de Ensino Superior, Corpo Diplomático e cerca de 400 estudantes, docentes, pessoal técnico administrativo e outros interessados.

Na ocasião, o palestrante referiu-se há dois tipos de pesquisa que considerou fundamentais para o desenvolvimento: a pesquisa pessoal que cada pessoa faz e a pesquisa institucional que as instituições fazem para a sua existência e avanço.

NA SUA ABORDAGEM ficou claro que a pesquisa em África, em geral, e em Moçambique, em particular, ainda está aquém do esperado. Passamos a citar o autor: Na verdade, a pesquisa científica não vai bem em Moçambique, não vai bem em toda a África. O nosso continente tem 14 por cento da população mundial. E, no entanto, produzimos menos de um por cento da investigação científica feita no mundo. Os pesquisadores africanos produzem, num ano, o mesmo número de artigos científicos que os que são publicados apenas na Holanda.

O autor discorreu, ainda, sobre a sua infância na cidade da Beira e sobre os desafios enfrentados no seu percurso enquanto estudante, escritor, jornalista e docente universitário, incentivando o jovem a ter coragem e nunca se acobardar perante as injustiças praticadas pela sociedade.

Falando sobre o futuro do país, Mia Couto desafiou os jovens a saírem da sua zona de conforto e a investirem muito na leitura e na investigação como armas de libertação intelectual e emancipação social.

No final da aula, o Presidente do Conselho Superior Universitário – Venâncio Chirrime ofereceu um certificado de apreciação e a medalha Dom Alexandre que é a mais alta medalha que a USTM oferece a distintas personalidades que colaboram com a Universidade em aulas, palestras e outros eventos académicos.

USTM – Rumo a uma Universidade de Pesquisa.

 à guerra fria ou, pelo menos, a confrontações político-económicas de guerra eminente como foi toda a guerra fria, que durou mais de setenta anos. A ideia apresentada no livro da inteira responsabilidade do autor, baseada na sua própria experiencia de quase cinquenta anos, nos contactos realizados nestes últimos anos e em leituras de notícias, livros, jornais de orientação política diversa, lembrando reflexões e opiniões expressas em ocasiões várias, em círculos mais ou menos restritos e, mais recentemente, na preparação das negociações para a paz definitiva com a Renamo na Comissão Mista. Segundo o autor, o trabalho pretende ser um contributo construtivo para a paz e reconciliação, sempre na defesa da unidade e do interesse nacional de todos os moçambicanos, sem qualquer discriminação. O General Jacinto Veloso nasceu e cresceu em Lourenço Marques, hoje Maputo. Na década 50 prosseguiu seus estudos em Lisboa. Frequentou a Academia Militar terminando o curso de piloto-aviador. Foi instrutor de pilotagem com a qualificação de aviões à jacto e convencionais. Em 1963 desertou da Força Aérea Portuguesa com a patente de Tenente, a partir da Mocimboa da Praia, para se juntar à FRELIMO, levando consigo um avião Harvard T-6 e algum armamento, tendo aterrado em Dar-es-Salam com João Ferreira, seu colega de viagem. Viveu sucessivamente na Argélia, em França clandestino com falsa identidade e nacionalidade argelina, na Tanzânia e de novo em Argel onde foi representante adjunto da Frelimo. Para além de ter participado na luta de libertação nacional, desenvolveu varias tarefas no Governo de Transição e na pós-independência.

Wednesday, 10 April 2019 00:00

Veloso partilha “A Caminho da Paz Definitiva”

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O General Jacinto Veloso encontrou-se com os estudantes e docentes da USTM para falar da sua recente obra “A Caminho da Paz Definitiva”. O encontro serviu de simbolismo marcante para o arranque das aulas nocturnas na USTM e revisitar a reflexão sobre os contornos da Paz em Moçambique. Conforme refere o autor em nota introdutória, a obra tem como tema central a defesa do interesse nacional, princípio vital para todas as Nações e respectivos Estados, cuja prática cega pode levar à guerra fria ou, pelo menos, a confrontações político-económicas de guerra eminente como foi toda a guerra fria, que durou mais de setenta anos. A ideia apresentada no livro da inteira responsabilidade do autor, baseada na sua própria experiencia de quase cinquenta anos, nos contactos realizados nestes últimos anos e em leituras de notícias, livros, jornais de orientação política diversa, lembrando reflexões e opiniões expressas em ocasiões várias, em círculos mais ou menos restritos e, mais recentemente, na preparação das negociações para a paz definitiva com a Renamo na Comissão Mista. Segundo o autor, o trabalho pretende ser um contributo construtivo para a paz e reconciliação, sempre na defesa da unidade e do interesse nacional de todos os moçambicanos, sem qualquer discriminação. O General Jacinto Veloso nasceu e cresceu em Lourenço Marques, hoje Maputo. Na década 50 prosseguiu seus estudos em Lisboa. Frequentou a Academia Militar terminando o curso de piloto-aviador. Foi instrutor de pilotagem com a qualificação de aviões à jacto e convencionais. Em 1963 desertou da Força Aérea Portuguesa com a patente de Tenente, a partir da Mocimboa da Praia, para se juntar à FRELIMO, levando consigo um avião Harvard T-6 e algum armamento, tendo aterrado em Dar-es-Salam com João Ferreira, seu colega de viagem. Viveu sucessivamente na Argélia, em França clandestino com falsa identidade e nacionalidade argelina, na Tanzânia e de novo em Argel onde foi representante adjunto da Frelimo. Para além de ter participado na luta de libertação nacional, desenvolveu varias tarefas no Governo de Transição e na pós-independência.

Wednesday, 10 April 2019 00:00

Mia Couto diz que a pesquisa Não vai bem em África

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O escritor moçambicano, Mia Couto, defendeu, durante a aula Magna de Abertura do Ano Académico, na Universidade de São Tomás de Moçambique (USTM), que a pesquisa científica “não vai bem em Moçambique, não vai bem em toda a África”, justificando-se que o nosso continente tem 14 por cento da população mundial, mas que se produz menos de um por cento da investigação científica feita em todo o mundo. Segundo ele, os pesquisadores africanos produzem, num ano, o mesmo número de artigos científicos que os que são publicados apenas, por exemplo, na Holanda. “Esse é o retrato da situação”, rematou. Sobre o investimento na pesquisa, defendeu que “só temos, à nossa disposição, menos de um por cento dos gastos mundiais em pesquisa. Isto é os governos africanos continuam a não investir na pesquisa científica.” Na sua óptica, isso deve-se ao facto de a pesquisa em África ser rudimentar e grandemente dependente da ajuda externa e de fundos internacionais. Ilustrou que, em 2012, a nossa região da África Austral foi um bom exemplo dessa dependência, visto que oitenta por cento de toda a nossa pesquisa veio de financiamentos externos, colocando-nos nos ainda fortemente dependentes na produção de novos conhecimentos, com menos autonomia nas escolhas e com mais dificuldade em impor as nossas agendas. Destacou haver uma faceta que deve ser pesada quando se fala das universidades moçambicanas, que é da invisibilidade da pesquisa. “Não sabemos o que está a ser pesquisado (as Universidades continuam a viver fechadas sobre si mesmas). A sociedade não conhece o que elas fazem e por isso não se valoriza a instituição universitária como produtora de ciência e conhecimento. Muitas das instituições de ensino superior falam de si mesmas num plano exclusivamente comercial: sabemos delas pelos anúncios publicitários dos jornais, da Rádio e da Televisão. O risco desta prática é que as universidades sejam vistas apenas como fábricas de graduados. Fabricam diplomas, não fabricam sabedoria”, rematou. Para ele, a enfâse deve ser dada ao questionamento, tendo salientado que o patrono desta casa, (USTM) São Tomás de Aquino, buscou a verdade nos livros, mas foi dentro de si que ele mais procurou. “Pesquisou dentro da sua alma, dentro da alma do seu tempo. Não foi alguém que se acomodou, alguém que buscou a recompensa dos poderosos. É importante que o exemplo desse sábio não figure apenas no nome da instituição. Comecem por pesquisar quem foi este grande homem e como o seu percurso foi feito de batalhas contra os poderes estabelecidos.”, frisou. Aconselhou aos estudantes da USTM a interrogar o que já é sabido, aprendendo a duvidar do que parece ser evidente, já que, na sua óptica, todos os dias se fabricam monstruosas mentiras que são apresentadas como factos que beneficiam de um aparelho de amplificação que vive nas pessoas como se fosse a sua terceira mão. “ São os telemóveis. Estes maravilhosos produtos da técnica têm um defeito: são cegos. Servem de igual modo a verdade e a mentira. Demos-lhe o nome pomposo de smart phones, telefones inteligentes. Mas por muito inteligentes que sejam falta-lhes uma coisa. Eles não sabem fazer perguntas. Foram feitos para dar respostas. Essa é uma das grandes diferenças entre a nossa inteligência que é orgânica e viva dessa outra que é mecânica e artificial”, disse Mia Couto. Deixou uma mensagem a direcção da instituição para que não fique limitada a publicações académicas, mas que se deva manter uma intervenção pública e aberta na sociedade. “Não se limitem a fornecer quadros para o mercado. Ajudem a criar um mercado mais justo e mais adequado aos interesses de Moçambique.” Aos estudantes, por outro lado, disse para não pensarem que são pequenos. “Não pensem que para se ser alguém é preciso ser filho de alguém poderoso. Não pensem que serão apenas quadros técnicos, que vão ser formados para obedecer a ordens. Não pensem que o melhor é agradar aos chefes e fazer de conta que está tudo bem. Se ficarem calados talvez vos calhe uma promoção, uma viagem, uma bolsa. Mas o que perderem é muito mais

Somos Membro da ICUSTA (Conselho das Universidades no Espírito de São Tomás de Aquino).

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